Do Japão até o nosso tatame — uma história em faixas, graus e décadas.
O Japão queria mostrar sua força ao mundo e enviou lutadores para vários países. Dois deles, Maeda (Conde Koma) e seu mestre Tomita, da escola Kodokan, atravessaram a Europa, os Estados Unidos... e chegaram ao Brasil.
Em Manaus, Gastão Gracie conheceu Maeda e fez uma troca: ajuda em vez de aulas para o filho Carlos. Carlos aprendeu tão bem que, anos depois no Rio de Janeiro, ensinou seus próprios irmãos em casa.
Um aluno chegou para treinar e nenhum professor estava lá — só Hélio, proibido pelos médicos de fazer esforço. Ele deu a aula e percebeu que podia vencer usando alavancas, sem precisar de força. Lutou até os 25 anos!
Em 21 de novembro de 1937 nasce Flávio Behring. Aos 10 anos, incentivado pelo pai (amigo de Hélio), começa a treinar Jiu-Jitsu. Aos 17, já é instrutor!
Flávio se torna faixa preta e passa a treinar com o GM João Alberto Barreto. Na mesma época, surgem novos nomes do Jiu-Jitsu: Carlson, Pedro Hemetério e João Alberto Barreto.
João Alberto Barreto concede a Flávio Behring o título de Grande Mestre, reconhecido pela CBJJ — o reconhecimento mais alto do Jiu-Jitsu.
Aos 70 anos de Jiu-Jitsu, Flávio Behring veste novamente a faixa branca. Não é "voltar ao começo" — é mostrar que ele se considera um eterno aprendiz, sempre aberto a aprender mais.
Em 1993, o Sensei Racy apresenta o Jiu-Jitsu e o GM Flávio Behring a Hugo Ribeiro, então com 28 anos. Em 2007, Hugo se torna faixa preta e passa a ser chamado de Sensei Hugo.
Sensei Hugo encontra um dojo em São Bento do Sapucaí sem "bandeira" de ensino e pergunta ao GM Behring se poderiam oficializar essa união. A resposta é sim — e nasce o Projeto Behring, com apoio dos Senpais Márcio e André.
O projeto cresce, forma novos faixas-pretas e se transforma na Associação Behring Jiu-Jitsu — escrevendo um novo capítulo dessa história em São Bento do Sapucaí.